Quatro métodos para você ajustar a altura do selim da sua bicicleta

Regular a altura correta do selim da sua bike pode evitar dores e até lesões. Também garantirá uma melhor perfomance na sua pedalada.

Estudos indicam que um selim com a altura errada pode acelerar em até 12% a sua fadiga. Então, vale a pena verificar se realmente ele está bem ajustado.

Há 4 métdos que são usados para ajustar corretamente a altura do selim da bike. Na verdade, o primeiro considero antiquado e desatualizado. Mas, vamos lá.. 

01 – Método Heel

ajuste-altura-selim_Este primeiro método, o qual acho antiquado e desatualizado, é também muito utilizado por vendedores de lojas de bikes.

O ciclista deve subir na bike e apoiar o calcanhar no pedal usando tênis ou sapatilha. Para saber a altura do selim, a perna deve ficar quase esticada.

Apesar deste método ser muito difundido, não há uma evidência científica mostrando que é correto. Há apenas o “disse-que-me-disse” e sempre o selim acaba ficando um pouco mais baixo do que é necessário.

O professor Will Pelever, da Universidade de Mississippi, tem estudado e escrito sobre bike fit, e sobre este método ele afirma:

“O principal problema do método de Heel, é que não é levado em conta as variações individuais no fêmur, tíbia e comprimento do pé.”

02 – O método do 109%

ajuste-altura-selim__Este método foi desenvolvido e documentado por Hamley & Thomas em 1967.

Testando inúmeros tipos de selim, constataram que o ajuste ideal na altura do selim, se deve à proporção de 109% da altura do cavalo do ciclista, que é a altura das pernas, medida do solo até a virilha, sem o uso de calçados ou sapatilhas.

Para um resultado mais próximo do ideal, é medido 3 vezes e tirado a média.

Aplicando-se o resultado da média da altura do cavalo por 109%, deve-se medir a distância de uma linha imaginária partindo do centro do eixo do pedal, até a linha plana do selim.

Este método revelou-se muito eficiente e foi usado por muitos treinadores profissionais. Porém, novos estudos do professor Pelever apontou que este método é inferior ao próximo da lista (Método de Holmes), tanto em termos de produção como economia de energia.

03 – Método LeMond

greg-lemondO Método LeMond é uma variação do Método dos 109%.

Usada pelo tri-campeão do Tour de France, Greg LeMond, este método consiste em pegar a altura do cavalo calcula-se na proporção de 88,3%.

O resultado deve ser aplicado na bicicleta, ajustando a altura do selim. Imagine uma reta imaginária que inicia no centro do eixo do movimento central, até a linha plana do selim.

O professor Peveler mostrou que este método muitas vezes resulta em uma altura de selim diferente do Método dos 109%, embora funcione para muitas pessoas.

Mesmo assim, pode não ser a ideal quando o ciclista possuir os ossos do fêmur um pouco maiores que o normal.

04 – Método de Holmes

ajuste-altura-selim___Este método foi originalmente desenvolvido com a finalidade de reduzir o excesso de lesões no ciclismo, e aborda o assunto diferentemente dos métodos anteriores.

É a técnica usada por profissionais de BikeFit, e requer ferramentas específicas, algumas vezes sendo usados até equipamentos de rastreamento visual conectados a computadores.

Basicamente é usado uma ferramenta conhecida como goniómetro, popularmente como transferidor de ângulo. Esta ferramenta mede o ângulo da articulação do joelho.

Holmes, o criador do método, recomenda que o ângulo de abertura a partir do joelho esteja entre 25 e 35 graus. Caso o atleta tenha histórico de tendinite na patela, quanto mais perto dos 25 graus, melhor.

O professor Peveler pesquisou e afirmou que este método é superior à todos os outros. Ele também comenta: “Não estranhe se depois de ajustar a altura do selim utilizando um goniómetro você se sentir desconfortável. Normalmente você se acostuma totalmente com a posição entre 2 e 3 semanas. Depois, você se acostumará e se sentirá confortável, além de melhorar o seu desempenho.”

Em alguns casos, é preciso algums ajustes mínimos, caso o desconforto não passe. O ângulo de 25 graus no joelho é um ponto de partida. É preciso verificar também se, quando você pedala, seu quadril não balança, ou rebola.

Caso balance, certamente haverá um excesso de extenção da perna em questão. Então pequenos ajustes ou até troca de alguns componentes da bicicleta serão necessários.

via bikeradar

Fabio Santos
Graduado em Comunicação Social & Marketing, mecânico de bicicletas, curioso, perfeccionista e muito chato. Desenvolvedor de produtos para o mercado de bicicletas, amante das bicicletas e toda a mecânica e tecnologia que envolve essas maravilhosas máquinas. Fundador da Revista BikeUP e do Gravel.one.